Vivemos num Mundo conturbado repleto de problemas e incertezas perante o teatro da Vida. Quando os olhos se embaciam, o silêncio fala e as interrogações permanecem...é chegado o momento de meditarmos e nos abrirmos à FILANTROPIA
Sábado, 26 de Maio de 2007
À beira mar plantado

 

        Depois de ler atentamente as notícias, no meu semanário preferido, neste fim-de-semana, sinto que chegou o momento propício para meditar sobre alguns pontos do que de bom e de mau se passa no nosso País. O balanço que faço, como uma pessoa dita vulgar ou comum, faz de mim uma descrente sobre a parte positiva.

          Na política o disse aquele o disse o outro, é uma constante. O nível continua a descer consideravelmente. Não se pensa. As palavras vão saindo da boca para fora e pronto. Isso, fica bem nas crianças pela sua inocência e verbosidade. Às crianças achamos muita graça mas a pessoas destacáveis não fica bem. Por este andar, qualquer dia, nós povo, perdemos mesmo o respeito perante tanta espontaneidade e atitudes de falta de senso.

           Na finança e também na política é o que se vê no que se refere ao poder. Alguns, insistem em ficar agarrados ao passado, sentindo-se insubstituíveis.

            Seja na política, na finança, nos “media” salve-se quem puder. Os interesses são mais do que muitos. Não importam os meios para se chegar aos fins.

           Toda esta minha introdução é para salientar que este hoje, que estou vivendo, é só tristeza do nada. Não desejo o lado negativo do tempo que já não existe, o tempo que se foi. Existe sim o tempo a que temos direito, o instante presente, e ele não nos alicia. Ele é tudo o que precisamos e tem de ser vivido com mais sensatez, mais descrição, mais sobriedade e sobretudo verdade. O que estamos a oferecer ao futuro? Que ao menos os nossos filhos e as gerações seguintes concretizem os nossos sonhos de viver com mais qualidade.

         Todos estamos lembrados que passámos muitas vezes por momentos maravilhosos de esperança. Também temos de agradecer a obstinação de muitos em prosseguirem grandes mudanças de base. Não podemos é consentir este desvio constante de atenção dos problemas básicos que nos afectam.

           Chegou o tempo de sermos transparentes mas não ofensivos, convictos mas não prepotentes e verdadeiros em toda a acepção da palavra: honestos, críticos, trabalhadores, entusiastas mas fundamentalmente unidos para o bem comum. Que a ganância dos oportunistas seja enterrada.

           Estou a ser utópica? Talvez, mas sou persistente...

          Tanto o bem como o mal têm o seu tempo de vida. Em nome dos frágeis e desprotegidos e da fome que cada vez se alastra mais neste país que se mostra tão generoso com outros países, quiçá mais carenciados, haja a lucidez de “varrermos a nossa casa e cuidar dela antes de nos compadecermos com a sujeira da casa dos outros, por muito que nos doa, por muito que doa a todos”. Chama-se a isso sobrevivermos ao mal que nos continua a atacar e que tem remédio se formos lúcidos e menos vaidosos em mostrar o que não temos.

          Será que não há mais nada a esperar deste Portugal triste e sempre em sobressalto? A felicidade de um País é um processo de busca contínua, de realizações diárias nos mais diversos campos de actividades. Se assim não for irremediavelmente entraremos em depressão. Não há psicólogos que nos salvem!

           Por exemplo, incentivar o crédito de uma maneira obscena devia ter castigo. Incutir com imagens aliciantes e contínuas sonhos fáceis e impossíveis para, mais tarde, usurpar os bens de quem não vê a realidade, devia ser punido por lei.

          Incutir a sobriedade sem entrar na autoridade déspota é um dever de quem tem o poder nos diversos sectores da nossa sociedade.

          Cá estou eu, mais uma vez, a incentivar os jovens para se instruírem com todos os meios que tenham ao seu alcance.  Não calculam a arma poderosa mas pacífica que poderão obter e transmitir às gerações vindouras.

            Continuo a amar este País à beira mar plantado.

                                                                             Aida Nuno

       

                                                                                  


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Quarta-feira, 2 de Maio de 2007
Não à desistência

 

Precisamos de ser persistentes

Acreditar continuando

Nesta esperança que nos alimenta

 

         Todos nós somos capazes, com mais ou menos sacrifício, de partir e chegar a um lugar. Esse objectivo pode-se tornar difícil conforme a estrada se nos apresenta. Somos eternos caminhantes nesta vida...

 

         O Homem é um ser obstinado e infatigável capaz dos maiores sacrifícios para atingir as suas metas mesmo que, por vezes, o esforço seja desumano. Muitos fazem-no por ambição outros porque são pressionados.

         Até onde podemos chegar quando somos obrigados a sacrificar todo o nosso tempo útil às funções que alicerçam o nosso quotidiano?

 

         Se partir e chegar é para alguns um marco de esforço e perseverança concretizando por fim os seus objectivos para outros é muito difícil fazer o seu trajecto porque os limites os deprimem.

 

         É assumindo a vida que crescemos na luta de modificar o que está mal. Só encontraremos melhores soluções interagindo com os que caminham ao nosso lado. Assim, em comunidade, aprenderemos a construir solidariedade. Não somos uma ilha mas sim parte de um todo que sofre com problemas de vária ordem sufocando o seu dia-a-dia. Não podemos arranjar desculpas para fugir, por muito sofrimento que esteja dentro de nós. Temos de enfrentar os obstáculos.

 

         Todos, mesmos os mais poderosos, tremem quando os elos que os prendem são fortes. Quero dizer que somos todos feitos da mesma matéria. As oportunidades como, por exemplo, a instrução será sempre uma arma muito forte para combater as injustiças. Lutemos pois por sanar os problemas, com que os nossos pais foram defrontados, ou seja, a ignorância que se continua arrastando até aos nossos dias. O que é que está mal?

 

         Pensem pela vossa cabeça e chegarão ao vosso lugar.

Aida Nuno

                                                                            


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