Vivemos num Mundo conturbado repleto de problemas e incertezas perante o teatro da Vida. Quando os olhos se embaciam, o silêncio fala e as interrogações permanecem...é chegado o momento de meditarmos e nos abrirmos à FILANTROPIA
Domingo, 2 de Dezembro de 2007
O Natal e os Desejos

  De ano para ano Lisboa  começa mais cedo a querer ser diferente do habitual, porque o necessário ritmo da cidade estagnou há muito. O que eu quero dizer é que a maioria das pessoas não consegue chegar ao essencial durante o ano quanto mais às necessidades e aos sonhos que esta época nos oferece de várias formas.

  Logo em Novembro, as ruas, os centros, as lojas enchem-se de brilhos, luzes, santos, anjos e arcanjos mas só uma minoria entra nessa euforia de cor. Não conseguimos fugir à realidade. As estrelas que nos oferecem estão altas de mais e não caem do céu.

  O dinheiro está caro e o que se verifica, se estivermos mais atentos, são as lojas de artigos de marca e de luxo cheias de consumidores assim como as mais populares com artigos baratos e de qualidade muito duvidosa. Esta é a realidade do nosso tempo.  O meio termo está-se esvaindo cada ano que passa. Até quando?

  Em nome de um menino que nasceu humilde, envolto em simples vestes e deitado em palhinhas numa simples manjedoura, há muitos que se perdem economicamente, outros consomem todo o tipo de coisas levianamente sem qualquer tipo de generosidade por quem verdadeiramente sofre carências. Restam os desalentados, os pobres e os lúcidos.

  Quase todos na generalidade gostamos de ofertar, de comprar, nesta época, presentes para a família e amigos. É bom sentirmos isso no coração. É legítimo este querer.

  A arte de comprar começa por não o fazermos por impulso. Não às inutilidades mas também não oferecer algo tão vulgar e premente que ofenda a ilusão e a magia desta quadra. Porque não o brilho de um desejo junto com o necessário?

  O espírito desse menino que veio há mais de dois mil anos dar-nos o exemplo de amor, amizade, sacrifício, mesmo para os que não são crentes, deveria estar sempre presente no acto de uma compra para ofertar. Imaginação e amor.

   Estamos numa época fulgurante de embrulhos, fitas, caixas e caixinhas que num ápice se deitam fora. Que o seu conteúdo seja imaginativo e útil. Tudo o resto se perde.

    Obrigada Isabel Jonet pela sua grande obra! O seu perfil entusiasta, impulsionador, generoso, íntegro  oferece-me a Esperança.

  
  O Menino Jesus continua com a sua humildade e perseverança a olhar para este mundo.

 

Aida Nuno




sinto-me:

publicado por criar e ousar às 09:38
link do post | comentar | favorito
|

mais sobre mim
posts recentes

Porquê?

A Paz

A vida tem um movimento e...

O meio ambiente

Os Outros e Eu

Haja disciplina e contenç...

Sentir as Palavras

VIRGILIO FERREIRA (1916-...

Direitos da Água

VIRGINIA WOOLF (1882-1941...

COBARDIA

O Natal e os Desejos

ANDRÉ MALRAUX – (1903 -19...

À beira mar plantado

Não à desistência

favoritos

E o que Fazer?

Partilhar

Aos nossos Filhos

Valorizando a Vida

Mensagem

Os Cristos no Mundo

Ambição

Emigrantes

Afectividade

A Ausência

arquivos

Junho 2013

Março 2013

Fevereiro 2013

Janeiro 2013

Maio 2012

Janeiro 2010

Setembro 2008

Maio 2008

Janeiro 2008

Dezembro 2007

Outubro 2007

Maio 2007

Abril 2007

Março 2007

Fevereiro 2007

tags

todas as tags

links
pesquisar
 
E-mail
Page copy protected against web site content infringement by Copyscape
blogs SAPO