Vivemos num Mundo conturbado repleto de problemas e incertezas perante o teatro da Vida. Quando os olhos se embaciam, o silêncio fala e as interrogações permanecem...é chegado o momento de meditarmos e nos abrirmos à FILANTROPIA
Quarta-feira, 12 de Junho de 2013
A Paz

 

 

Por muitos pactos que se façam cada país é um mundo em conflito com um outro mundo. As paredes dos pequenos países cada dia mais se apertam perante uma realidade de interesses, onde os pactos são esquecidos logo após ou conforme as conveniências.

A Paz é só aparente e em qualquer momento surgirá um ponto de ruptura que modificará o que estava escrito ou dito com a maior pompa.

De repente os conflitos explodem como uma bola de fogo. A sua lava queima, destroi, espalha o horror e mata restando depois as cinzas que à mais leve brisa se movem.

Depois, como sempre, num dia qualquer, o homem debruçar-se-á sobre elas, apalpará a sua textura e desfazendo-as entre os dedos as interrogarão.

Pensarão nos porquês e, se o vento muda, as cinzas, por ironia, tocam-lhes no rosto, ficam retidas, misturadas na sua saliva. Aí, o seu sabor a sal, a vida dos mortos, incitá-los-ão a continuar o que foi tantas vezes desfeito e começado sob diversas formas e indefinidamente nunca acabado: A Paz.

A Paz absoluta nunca existirá mas a perseverança permanece no homem que volta ao princípio, cheio de esperança, recomeçando pacientemente do nada.

O absoluto. O direito sobre os outros fazem do poder um Deus primário.  A loucura gera mais loucura, gene crescente que tira o verde da alma.

O poder do homem humilha os outros homens, destroi a sensatez que ficará cega até às cinzas.

Essas são pó e por serem frágeis  movem-se à mais leve brisa.

Que o vento venha. Fiquemos com a nossa fé.

 

 Aida Nuno


sinto-me:

publicado por criar e ousar às 00:25
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