Vivemos num Mundo conturbado repleto de problemas e incertezas perante o teatro da Vida. Quando os olhos se embaciam, o silêncio fala e as interrogações permanecem...é chegado o momento de meditarmos e nos abrirmos à FILANTROPIA
Terça-feira, 20 de Fevereiro de 2007
Afectividade

      O que é a afectividade? Uma pergunta que fazia, muitas vezes, a mim própria, enquanto punha os olhos no horizonte, querendo perceber o que me empurrava e o que me impedia de exteriorizar certos sentimentos com os outros, estando entre eles a afectividade.

        Não foi fácil encontrar o cerne desta questão. Hoje, tudo mudou na minha vida. Sou uma mulher que amo a minha família mas que, para além disso, ando ocupada e preocupada com questões reais de afectividade exterior ao meu meio familiar e entendi, com a experiência que a vida me deu, o que é realmente a efectividade.

        Na família tudo se torna simples e ao mesmo tempo confuso. Temos um envolvimento familiar em que entram os avós, pais, irmãos, primos, marido, filhos e netos. Envolvemo-nos em laços fortes e profundos mas alguns, por motivos diversos, são quebrados. O ser humano fica confuso e passa a duvidar dos sentimentos e interroga-se perante as falhas da sua vida. A família interioriza-se, emudece e deixa de comunicar.

        Quis primeiro cientificamente saber o que se passa com o ser humano e conclui que os afectos são algo que está presente na nossa natureza biológica e que nós, com a nossa criatividade humana, alteramos conforme os factores naturais que os influenciam, no sentido de reduzir ou anular uns, manter ou alterar outros, e aumentar ou criar outros.

“...nascemos, crescemos, envelhecemos e morremos. O nosso coração tem um número médio de batimentos por minuto. O sangue circula a uma velocidade média. As vias respiratórias e os pulmões completam um ciclo respiratório em determinado tempo médio. A assimilação de alimentos e de informação exige determinada quantidade, qualidade e tempo. O sono exige que se durma determinado número de horas por dia, e os sonhos também têm ritmos específicos. A actividade sexual, muscular e cerebral tem também os seus ritmos apropriados...
Estes e muitos outros movimentos do corpo são naturalmente sincronizados de forma a criarem uma harmonia saudável.

Sempre que nós adoecemos ou estamos preocupados, mesmo sem sabermos porquê, o nosso ritmo cardíaco aumenta. É um aviso do interior e uma tentativa de repor a estabilidade. Sempre que sentimos perigo ou medo de alguma coisa, ou elevada avidez, excitação ou ansiedade o mesmo acontece dando-nos força para resistir ao que nos pode fazer mal. São alterações de ritmos vitais que visam repor a estabilidade corporal...”

        Conclui que todos nós vivemos rodeados de outros, semelhantes ou diferentes. Todos somos afectados por tudo o que nos rodeia, por tudo o que nos acontece. Até o clima, a natureza, o sol, a noite, o fogo, etc. nos pode alterar o humor e a afectividade.

        Ganhamos afectividade com o que nos faz bem, com o que nos dá prazer, satisfação, vitalidade e estabilidade natural. As plantas e os animais gostam de ser bem cuidados. Os animais enfurecem-se, para se defenderem, se não forem bem tratados.

        Estamos envolvidos numa rede de sentimentos humanos e emoções mas tudo que existe no mundo funciona seguindo as mesmas regras.

        Este blog, ainda uma criança, foi lançado por afecto que se traduz naquilo que vou escrevendo por amizade, amor e carinho, sentimentos que partem em direcção a alguém que precise de comunicar. Não importa se temos laços de sangue ou não. A afectividade verdadeira é aquela que não pede retorno. Dá-se e o sentimento continua connosco. Esse sentimento dá-nos serenidade e harmonia. Dá-nos um repouso profundo, sem pesadelos.

        É aqui que muitos seres humanos falham! Pensam demasiado nas compensações, no retorno, na desconfiança e isso provoca-me alguma tristeza, sobretudo porque era perfeitamente evitável, se nunca deixássemos os sentimentos negativos vencerem.

       Quando me desiludo com alguém, nunca utilizo nada para a fazer sofrer, apenas afasto-me. Na minha perspectiva, a liberdade permite-me essa atitude,  seja a nível ético, moral ou afectivo.

        É bom sermos sinceros e genuínos. Para isso, porque não olhar para além do que se vislumbra e consultar o nosso coração? Analisar o que está falhando de dentro para fora de nós próprios para conseguirmos partilhar com os outros a nossa afectividade.

Aida Nuno

sinto-me: como uma árvore de Natal

publicado por criar e ousar às 00:33
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